A crise economica mundial e a, conseqüente, incerteza do consumidor na hora de assumir um financiamento foram sentidas nas vendas dos automóveis, que caíram 13,81% em outubro.
E o efeito dominó começou. Com a dificuldade de crédito e a diminuição da procura nas concessionárias, as montadoras se viram obrigadas a iniciar os processos de férias coletivas, diminuindo jornada de trabalho e até instaurando programas de demissão voluntária, para adequar a produção.
O aperto ao crédito atingiu em cheio a venda de carros. "Diminuiu o prazo. Então, fica mais difícil. A prestação fica um pouco mais salgada", diz o engenheiro Anton Dvorcak.
Ao todo, 70% das vendas de veículos no Brasil são feitas a prazo. Se não há financiamento, o setor quase pára. Para reverter esse quadro, o governo federal anunciou nesta quarta-feira (5) a liberação de R$ 4 bilhões para os bancos das montadoras por meio do Banco do Brasil. O governo acredita que esse crédito deva chegar imediatamente ao consumidor.
"Esses R$ 4 bilhões são suficientes para dar o crédito necessário que o setor precisa, em novembro e dezembro, para manter as vendar em um nível elevado e em um patamar elevado que possibilite o funcionamento da indústria até o final do ano", explica o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
"Acho que o consumidor precisava dessa medida. O consumidor está indo às lojas, está indo às concessionárias e não estava encontrando acesso ao crédito, como costumava encontrar, há algum tempo, há algumas semanas ou há alguns meses", declara Jackson Schneider, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Fonte: GLobo
Data: 06/11/2008
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Governo injeta R$ 4 bilhões em crédito no mercado de carros